Ritmo_________________16
Num momento onde a Inteligência Artificial parece que vai dominar o mundo, que tal uma reflexão sobre inovações do passado?
Unlock new paths hoje, em 5 minutinhos:
🛑 Separe 5 minutos para não fazer nada.
🧘♀️ Desacelere para reavaliar seu próprio ritmo
🕹️ A evolução dos controle remotos
📱 Pix via WhatsApp
O tempo não para
Talvez você tenha pensado que o tema de hoje é música e apesar de ser um assunto que a gente gosta muito, vamos falar sobre outro tipo de ritmo.
Queremos falar sobre o ritmo da vida.
Você já sentiu que tá tudo indo muito rápido?
Quando chega o final de ano e a gente para pra pensar, parece que o ano realmente passou voando. Nós piscamos e as lojas já têm enfeites de Natal novamente.
Isso é um efeito da globalização e um assunto amplamente discutido por diversos autores e pesquisadores. O autor Byung-Chul Han escreveu um livro que se chama “Sociedade do cansaço”, onde ele descreve os efeitos de tudo acontecer tão rápido.
Se você é um leitor frequente das nossas news, deve ter percebido o quanto a gente anda falando sobre estratégias que as pessoas têm buscado para se desconectar e desacelerar.
Tudo passa tão rápido que a gente não quer sentir que está perdendo o tempo. De alguma forma, a gente tenta ganhar do tempo.
Em meio a tudo isso, as inovações com foco em facilitar o dia a dia surgem como uma tendência, que vai nos dar o tempo que a gente precisa para fazer o que realmente importa e trazer um pouco de conforto para dias tão acelerados.
Inovação: Uma tendência antiga
Quando se fala em inovação, logo se pensa nas últimas vivências que temos tido.
Mas, a verdade, é que inovação é uma tendência bem antiga e engloba uma experiência para além do digital.
Talvez você tenha memórias da época em que a televisão pesava muito e tinha uma imagem de qualidade bastante questionável. Nessa época, a televisão por si só já era uma inovação. Quando queria trocar de canal, a pessoa precisava levantar do sofá e ir até a televisão. O controle foi um dispositivo bastante estudado ao longo dos anos e os primeiros modelos desenvolvidos eram bem diferentes do que a gente conhece atualmente.
Os primeiros controles remotos
Em 1980 a tecnologia do infravermelho popularizou os controles remotos que se tornaram mais acessíveis e com design mais próximo do que conhecemos hoje. Se você refletir bem, no fim é sobre tornar a ação de trocar o canal ou aumentar o volume mais fácil para as pessoas usarem no dia a dia utilizando a tecnologia que se tinha disponível. E isso é exatamente o que podemos chamar de inovação.
Inovar é sobre entender um contexto, as capacidades disponíveis seja em termos de tecnologia ou condições de negócio. Inovar é sobre enxergar uma necessidade das pessoas e conectar com uma solução que, muitas vezes, no fim é sobre ganhar tempo ou sobre ter mais conforto num ritmo tão acelerado.
Inovar não é uma tendência que tem um fim, ela se transforma ao longo do tempo e se adapta aos novos contextos de tecnologia e sociedade.
Uma tendência que persiste
O Pix é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros e sua grande vantagem é o pagamento instantâneo e sem taxas. Os bancos têm investido constantemente em funcionalidades para deixar a jornada do Pix ou o passo a passo cada vez mais rápido e intuitivo.
A Magie, lançada no começo de 2024 como uma conta exclusiva do WhatsApp, elimina a lógica do passo a passo através da Inteligência Artificial. Para fazer um Pix, a pessoa pode apenas conversar com a Magie no WhatsApp, indicar o valor e para quem deve ser feito o pagamento. Ao confirmar os dados e inserir a senha, a transferência é realizada.
O surgimento do Pix foi uma grande inovação para um momento onde fazer transação online dependia de pagar uma taxa ou ter um banco específico que não cobrasse por isso. Há alguns anos atrás a única forma de pagar alguém era sacando dinheiro ou utilizando um cheque. E ainda que atualmente, os caixas eletrônicos estejam ficando obsoletos, antes disso as pessoas sacavam dinheiro direto com o bancário em um guichê de atendimento. Quando olhamos para trás, percebemos que a própria definição do que é inovação muda com o tempo e com a tecnologia.
Atualmente vivemos um grande boom da inteligência artificial e parece assustador o futuro a partir dessa nova tecnologia. É inegável que mudanças vão ocorrer, mas olhando para o passado a gente entende que mudar faz parte de toda nossa história enquanto sociedade.
A série As Telefonistas mostra o desespero das mulheres quando descobrem que existe um projeto de tecnologia onde elas não precisam mais atender os telefones e transferir a chamada. Alguns anos depois e nos damos conta que vivemos o mesmo sentimento em relação a inteligência artificial, estamos preocupados em perder o nosso emprego para as máquinas.
As inovações, transformações tecnológicas e evolução da sociedade trazem mudanças, isso é inegável. Como toda mudança, nos pegamos reflexivos e inseguros com a pergunta: o que nos aguarda no futuro?
✨ INSIGHT’S TEAM 🧠
Olhar para o passado é um convite que nos mostra o quanto essas mudanças são importantes e que, apesar de trazer realmente grandes transformações, a gente se adapta e se reestrutura.
As inovações melhoram nossa condição de vida, facilitam processos morosos e nos permitem concentrar esforços em outras coisas. No entanto, nem só impactos positivos as inovações trazem. A obsolescência de empregos tradicionais devido à automação, o aumento das desigualdades sociais pelo acesso desigual à tecnologia e as preocupações éticas e de privacidade são alguns exemplos do quanto inovações podem ter um ônus.
O que nos coloca em uma reflexão contínua sobre equilíbrio para utilizar os benefícios que as inovações podem trazer, mas atentos aos riscos e impactos negativos.
Inovar faz parte do que somos enquanto sociedade.
E se adaptar criticamente às inovações também.







